Eu sou um ser pequeno que vive em Campos
dos Goytacazes mas ama São João da Barra. Tenho meus "37"
anos estou no 3º período do curso de História
da Faculdade de Filosofia de Campos e adoro o SR
JUAREZ, que foi quem fez esse template, que é uma
graça, para mim. Algumas pessoas dizem que eu sou um "clichezão",
mas afirmo que isso não é verdade!
Meu msn: gabiassad@hotmail.com
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< POST ESPECIALÍSSIMO>
Sr. Juarez postando.
Então?! O que acharam do template novo que eu fiz pra esse CLICHÊ de menina? Lindo, né?! Eu sei, eu sei... rs
Gostou Pequena?!
O fizera para merecer aquilo? Ou para não merecer?
Não há mais nada a fazer a não ser sentir.
Sentir a dor de uma perda. Mas o que se perdeu ainda vive nela.
Sentir que o tempo passou. E não se fez nada para aproveita-lo.
Sentir que as palavras de nada valem. E o sentimento se manifesta das mais variadas formas e cores.
O dela é negro!
Ela tem a alma amarela: cor da alegria e da espontaneidade.
Um jeitinho faceiro e espevitado. Uma felicidade infantil que torna seu semblante o mais meigo de todas as outras. E uma mania chata de dar cores a tudo.
Respira como mulher. Age como mulher. Sente como mulher.
Antes vivesse como menina, como a chamam. (Menos responsabilidade!)
Não a prepararam para essas coisas da vida. Mas será que há preparação para essas tais coisas? Ela não sabe nem o que isso significa! Não aprendera em lugar algum.
Uma lágrima caiu sobre o papel, manchou o que escrevia. Mas só lhe permitiu uma única lágrima. Era o bastante.
A vida lhe trouxe de volta algo praticamente esquecido, acabado. A vida tem dessas coisas. É uma traidora. Afirmou para si.
- Dói, mas passa...
Passado Presente
Será que é isso mesmo que a vida guardou pra mim?
Sei que já estou nos meus últimos dias. Como é que dizem mesmo?
- Acho que ele vai bater as botas!
É exatamente isso. Não vivo mais de um mês. Olho-me no espelho e não mais vejo o brilho e a virilidade de antes.
Parece que sou um estranho pra mim mesmo. E não me reconheço mais.
Apesar dos quarentas e oito anos que me arrebatam agora, não me encaixo nos grupos de homens da minha idade. Sinto-me muito mais velho que eles. O que eu digo não mais agrada.
O que ainda me faz feliz, são meus discos de Rita Lee e os de Raul Seixas, meus livros de Paulo e minhas vagas lembranças de uma juventude bem vivida.
Sou um homem solitário, cansado de viver. Com uma única certeza (aquela que todos temos). Não espero mais nada da vida. Um homem sem futuro. Sem convicções.
Saboreio minha saudade. Ela tem gosto de pimenta. A única pessoa que amei e nunca possuí. Isso permanece em mim, como uma ferida aberta. Abusa do homem bondoso que um dia fui e da docilidade que um dia tive.
Será que é essa a conseqüência de amar com tanta intensidade?
Prezo quem consegue amar e ser feliz...
Ele tinha um caso. Sem meios termos, tinha um caso com uma prostituta. Não uma mulher de vida fácil...
Largava a família em casa para encontrá-la. Não pensava nas explicações que daria à amada esposa. Explicava a si mesmo: - Ela não é como as outras. É uma mulher diferente. É inteligente e sabe das coisas.
Era a justificativa necessária. Além do quê tinha um lindo nome. Chamava-se Lúcia. Mas não qualquer Lúcia. Uma vez, confessara para si mesmo que era um pouco fora de moda para um pseudônimo. Resolvera, então, perguntar:
- Por que "Lúcia"? Tantos para escolher. Logo esse...
- Uma personagem de um livro de Sidney Sheldon, sabe?!
(Ficara perplexo diante dela sem saber o que dizer. Sentira uma felicidade imensa que não demonstrava. Ela lera seu livro favorito).
- “As areias do tempo”?
- hu hum...
Sentiu-se incomodado porque havia esquecido de que ela não gostava de perguntas (não as respondia, na maioria das vezes). Não conseguia entender o que uma mulher como Lúcia, tão inteligente e refinada, fazia num prostíbulo. Vendendo-se para quem oferecesse mais. E o pior é que sentia que ela gostava. Não poderia lutar contra aquilo.
Todos os dias a velha e inseparável rotina começava. Sua única alegria era Lúcia. De vez em quando pensava nos filhos (duas belas crianças), mas sua consciência pesava realmente quando lembrava de sua mulher, e de como todo o amor que sentia por ela foi sucumbido pela paixão avassaladora que Lúcia o proporcionava.
Um homem distinto, sério e respeitador. Entregou-se a uma mulher que mal conhecia. Não sabia nem seu nome verdadeiro, muito menos sua história de vida e os motivos que a levou até ali. Trocou a estabilidade pelo desconhecido. Queria viver mais intensamente aquela paixão. Não sabia ele que Lúcia se despediria naquela semana.
- Não me adapto a lugares pacatos. Cansei daqui. Quero viver na cidade grande.
- E eu? Como vou ficar sem você?
E ela não respondeu mais uma vez. O silêncio tomou conta do quarto. Um cômodo simples, com um lençol vermelho e amassado jogado em cima da cama. Recolheu suas roupas. Saiu com o terno na mão e o nó da gravata desfeito. No longo percurso para casa, uma lágrima escorria em seu rosto áspero, a barba por fazer.
Continuava sem saber quem era aquela mulher. A cada passo dado, desiludido, ela se tornava mais estranha. Agora, apenas uma lembrança.
Finalmente entrou em consenso consigo mesmo, e deixou de lado (pelo menos por enquanto) todas as suas contradições. Porém, ainda encarava a vida e a vivência com um certo ar de ambigüidade. Tinha ciência de que ainda era imaturo demais para enfrentar o desconhecido.
Gostava de desafios. Aquilo era desafiador em excesso. Temia não acertar. Ela parecia-lhe um gigantesco quebra-cabeça. Mas tinha que saber montá-lo. Tinha urgência ao menos. Conhecia tão pouco da vida...
Precisava enfrentar aquilo com a imortalidade dos cavalos de Aquiles. Só assim desfrutaria de suas conquistas, posteriormente. Perder seria motivo suficiente para não viver mais. Que razões teria?
Ergueu-se, e decididamente enfrentou as estratégias que defendiam o território que pretendia alcançar.
Acabou, ele conseguiu. Convenceu-se de que deveria ser cauteloso, e explorar todos os cantos e recantos de sua prenda de guerra.
Mas tudo isso pra quê?
O vazio mais difícil de se traduzir. Era o que ele sentia naquele momento. Havia se definido afinal. Mas ainda faltava... nem ele sabia o quê!
Não conseguiria nunca explicar. Mal sabia ele que era, aquela, a palavra mais difícil de se traduzir em todo o mundo.
Valeu, realmente a pena abrir mão de tanta coisa?
Não encontrou resposta pra essa pergunta.
Fitava tudo ao seu redor...
Primeiro o rapaz que tragava o cigarro tranqüilamente. Depois um cachorro solitário que vagava à sombra da noite. E ainda um prédio com algumas luzes acesas e outras apagadas.
E ela continuava ali. A fitar e a pensar.
Não pensava. Não queria pensar em nada.
Mas como um súbito, a paisagem se transformara.
Rapaz, cigarro, cachorro, prédio. Todos esses elementos tornavam-se um só, como uma espécie de síntese de tudo aquilo que vira a pouco.
Parou um momento e tentava alcançar os pensamentos soltos que lhe vinham à mente. Tudo lhe parecia maior.
Entrou em desespero, e uma angústia cortava-lhe fortemente o peito.
Tentava em vão, com maior esforço compreender tudo o que a cercava. Mas o seu mundo tornara-se gigantesco, e não conseguia mais agarrá-lo com as mãos.
Sentira-se perdida e insegura. Lembrava-se de quando era menina. Era estranho mais um dia fora menina. Lembrava-se de todos os passos que dava até tomar certas decisões importantes. Fora submetida a constrangimentos desde pequena.
Concluíra então que tivera sido muito inconstante. Decidira mudar. Passou a aceitar passivamente sua desordem interior. O que a incomodara durante longo tempo. Aceitara que aquilo fazia parte do seu simples ser.
A noite fora embora dando lugar à luz matinal, que rasgava o céu num rompante agressivo. O dia não queria mais esperar. Olhava para o alto e pedia (para o que não via) forças para suportar mais uma jornada. Só não podia e não queria naufragar. Cansara de fraquejar.
Seria o fim de uma crise? Ou seria o término de uma etapa e início de outra?
Não soubera. Jamais saberia!
O sol já estava alto, e ainda estava ali como a noite a deixara...